Mercado de trabalho aquecido reduz desequilíbrio na relação entre empregado e empregador
07/02/2026
(Foto: Reprodução) Quando o mercado de trabalho aquece, a relação entre empresas e empregados muda. No cenário atual do Brasil, o trabalhador passa a ter mais espaço para negociar salários e benefícios. É o que explica Rodolpho Tobler, mestre em economia e finanças pela FGV e coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do FGV IBRE.
"Esse desequilíbrio [na relação entre empregado e empregador] reduz um pouco. Quando a gente chega nesse momento de um mercado de trabalho mais aquecido, quem ganha poder de barganha é o próprio trabalhador, porque ele acaba vendo que é uma mão de obra escassa, que está com um pouco mais de poder."
"Então, se ele trabalha em um determinado local e abre uma vaga, da mesma vaga, da mesma atuação, numa empresa vizinha, vamos dizer assim, ele pode negociar um salário mais alto, ele pode negociar mais benefícios. Então, isso faz com que o trabalhador tenha um poder de escolha maior."
Tobler falou em entrevista ao podcast O Assunto desta quinta-feira (5). Ouça, no player acima, a partir de 16:42.
Segundo o economista, quando as empresas falam em aumentar benefícios, a mudança vai além de vale-transporte e vale-alimentação, e incluem, muitas vezes, mudança de carga horária - e, claro, remuneração.
"A gente vê alguns dos setores que têm essas escalas mais elevadas, como a gente pode citar aqui, por exemplo, o setor do supermercado, foi um dos que mais subiu o salário de admissão nesse ano de 2025."
Ouça a íntegra do episódio aqui.
O que você precisa saber:
Falta de mão de obra faz empresas oferecerem mais benefícios para atrair funcionários
IBGE: Taxa média de desemprego fica em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica
MINISTÉRIO DO TRABALHO: Brasil registra criação de 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025
Mais equilíbrio entre empregado e empregador
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Carteira de trabalho digital
Marcelo Camargo/Agência Brasil